Neon Ballroom (1999) – Silverchair

Por Fernanda Paixão

Neon-Ballroom; imagem: Reprodução

Em uma fase de confronto com seus próprios demônios, Daniel Johns, vocalista do Silverchair, juntamente com o baixista Chris Joannou e o baterista Bem Gilles, garantiu as talvez melhores composições da banda e um dos mais consideráveis álbuns dos anos 90, o Neon Ballroom.

Em 1999, o trio australiano se formou na escola e se dedicou às experimentações orquestrais de uma forma mais intensa do que em seus trabalhos anteriores, Freak Show e Frogstomp, resultando em um de seus mais comentados álbuns, Neon Ballroom. Seu sucesso de vendas foi, inicialmente, na Austrália, no Canadá e na América do Sul, onde formavam-se fãs assíduos da banda.

Silverchair; Imagem: Divulgação

Um tanto abalado com o sucesso repentino, Johns despejou suas angústias neste álbum conceptual de 1999, baseado essencialmente na inspiração determinada a contradizer as críticas comparativas que suas músicas sofriam. E seu objetivo foi alcançado, pois deu vida a um álbum extremamente autônomo, com sonoridade forte e tom denso, balanceando com maestria o peso do heavy rock com o impacto da orquestra.

Algumas composições expõem assuntos pessoais da vida dos integrantes, como Ana’s Song, uma das faixas mais famosas, que aborda o distúrbio alimentar de Daniel Johns (Imagine pageant / In my head the flesh seems thicker / Sandpaper tears corrode the film) e ainda rendeu um Comet Award. Uma das músicas mais conhecidas do Silverchair também está presente nesta coletânea, a balada “Miss You Love”.

As parcerias para a realização da coletânea também merecem destaque por proporcionarem notáveis tons dramáticos que enfatizam o teor emotivo das canções. Em “Emotion Sickness”, o pianista David Helfgott deixa sua marcante participação e, na maioria das músicas, os responsáveis pelas teclas extasiantes e suaves são o tecladista da banda Midnight Oil, Jim Morgine e o pianista de jazz Chris Abrahams.

Daniel Johns e David Helfgott; Imagem: Silverchair Fans

O sucesso de vendas de Neon Ballroom deveu muito também às turnês incessantes que promoveram o álbum, incluindo aparições em festivais. Após a intensa dedicação no novo trabalho e as explosivas respostas positivas com relação a ele, o trio, exausto, decide se retirar por um período no ano seguinte, 2000. Porém, o público brasileiro só pode contemplar a banda nessa fase em 2001, na 3ª edição do Rock in Rio, quando o trio já estava preparando o “Diorama”, que seria o álbum seguinte. A banda veio ao país sem ter noção de como era conhecida e querida, a ponto de Joannou dizer que imaginava que o Deftones era mais conhecido que eles.

O cansaço foi reflexo de um árduo esforço guiado pela crença na força do álbum, que determinou não só a originalidade do Silverchair, mas um rumo criativo totalmente diferente e abrangente que seguiria a carreira da banda desde então.

Ouça “Neon Balroom”, do Silverchair:

As faixas de Neon Ballroom são:

1. Emotion Sickness
2. Anthem for the Year 2000
3. Ana’s Song (Open Fire)
4. Spawn Again
5. Miss You Love
6. Dearest Helpless
7. Do You Feel the Same?
8. Black Tangled Heart
9. Point of View
10. Satin Sheets
11. Paint Pastel Princess
12. Steam Will Rise

* Com informações de Rolling Stone e Chairpage,

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